Apresentação da Flylift, agência de viagens corporativas que emite passagens com milhas compradas direto das companhias aéreas. Este documento resume o que foi apresentado, como funciona, e o que precisa ser checado antes de levar para o time responsável por viagens.
Data 09/10/2026 · 10hDuração 52 minSeazone Henry Yudi MatsumotoFlylift Matheus Neves (comercial)
Leitura da reunião
Vale testar para viagens a trabalho, não como benefício ao funcionário
É uma ferramenta de gestão interna: a Seazone compra as passagens e hospedagens das viagens a trabalho (consultores regionais, idas para Florianópolis). Não tem contrato, mensalidade nem compra mínima. O único bloqueio possível é o contrato recente com a Onfly: é preciso confirmar se ele tem exclusividade.
~22–29%
Desconto no aéreo nas 3 cotações feitas ao vivo
~10%
Desconto médio em hotel (segundo eles)
R$ 0
Mensalidade, taxa ou fee
≤ 3 min
Tempo de resposta do suporte no WhatsApp
Ponto de atenção 1
Verificar se o contrato com a Onfly é exclusivo
A Seazone fechou há pouco uma parceria com a Onfly, concorrente direta da Flylift (as duas são de Belo Horizonte). Antes de qualquer teste, é preciso ler o contrato da Onfly e ver se ele tem cláusula de exclusividade para viagens corporativas. Do lado da Flylift não existe exclusividade.
Ponto de atenção 2
É para a empresa, não para o funcionário
A Onfly entrou como benefício para o funcionário viajar por conta própria. A Flylift seria outra coisa: gestão das viagens pagas pela Seazone. Para pessoa física a Flylift tem outro canal (outro atendente), mas isso não faz parte desta proposta.
01
O que é a Flylift
Agência de viagens corporativas com plataforma própria. O diferencial é usar milhas aéreas no ambiente corporativo, de forma controlada.
→
Acordo com Azul, Gol e LatamTodo mês compram lotes de 100 a 500 milhões de milhas direto das companhias e usam essas milhas para emitir as passagens dos clientes.
→
Cerca de 280 empresas atendidasSegundo eles, os clientes economizaram R$ 3,3 milhões em passagens em 2025, e a projeção é passar do dobro em 2026.
→
Voo, hotel, carro e ônibus na mesma telaCotação e compra dentro da plataforma, sem ir para o site da companhia ou do hotel.
02
Como funciona: modelo "tipo ClickBus"
Não há contrato de parceria. A empresa entra na plataforma, cota e compra quando o preço compensar, do mesmo jeito que se compra uma passagem no ClickBus. A margem da Flylift já está dentro do preço mostrado (o exemplo que ele deu foi o do supermercado: não se paga para entrar, só pelo que se leva).
Limite pré-aprovado de R$ 20 mil/mês no faturado, calculado por eles a partir de dados públicos da Seazone
O único pedido deles: cotar de verdade sempre que surgir uma viagem e comparar com o fornecedor atual
O que não existe
Nenhuma amarra
Sem contrato de parceria e sem cláusula de exclusividade
Sem mensalidade, taxa, fee ou du
Sem número mínimo de cotações ou compras
Contrato só entra se a Seazone pedir mais de R$ 20 mil/mês de limite: aí pedem DRE e balanço dos 2 últimos exercícios e um termo simples dizendo que a empresa paga o que comprar
03
Por que sai mais barato
A passagem é emitida com milhas que a Flylift comprou em grande volume, por um valor baixo. A contrapartida é que o viajante não ganha milhas nessa viagem.
De onde vem o desconto
1
Milha comprada no atacadoLotes de centenas de milhões de milhas saem bem mais baratos por milha.
2
Teto de milhas em voo nacionalSegundo o Matheus, uma regra da agência reguladora limita quantas milhas a companhia pode cobrar por trecho nacional (exemplo citado: Latam até 120 mil). Em dinheiro não há teto, então a mesma passagem fica mais barata em milhas. É afirmação do vendedor e não foi verificada.
3
Hotel por outro caminhoHotel não usa milha: vem da TBO, fornecedor global com cerca de 280 mil hotéis. Por isso o desconto é menor, em torno de 10%.
O que muda para quem viaja
!
O viajante não acumula milhasPassagem emitida com milha não gera milha nova. Isso é regra da companhia aérea. A Flylift não usa as milhas do funcionário.
✓
Os pontos de categoria continuamStatus do programa (Diamante, Platinum, Black etc.) segue contando normalmente.
✓
Para a empresa, isso é até melhorHoje, numa viagem paga pela Seazone, as milhas ficam com o funcionário e a empresa não aproveita nada. Pela Flylift, esse valor volta para a empresa em forma de desconto.
04
Simulações feitas na reunião
Cotações feitas ao vivo na plataforma. O valor mostrado já inclui ida, volta e taxas de embarque, e é o mesmo no Pix, boleto ou cartão.
Trecho
Datas
Na companhia
Na Flylift
Economia
Maringá → FlorianópolisLatam · ida e volta
26/11 → 29/11
R$ 1.384
R$ 1.083
R$ 301 ~22%
Salvador → FlorianópolisLatam · ida e volta
26/11 → 29/11
R$ 1.557
R$ 1.104
R$ 453 ~29%
Salvador → FlorianópolisGol · em cima da hora (4 dias antes)
13/10 → 16/10
R$ 3.645
R$ 2.721
R$ 924 ~25%
Hotel em Jurerê (Florianópolis)2 hóspedes · 1 diária · 12 opções
29/11 → 30/11
—
a partir de R$ 180
~10% em média
O Matheus falou em "cerca de 30%" de desconto. Os percentuais acima foram recalculados a partir dos valores mostrados na tela. Ele também disse que em 9 de cada 10 cotações o desconto fica nessa faixa, que às vezes chega a 40–60% e que em 1 de cada 10 o preço empata ou fica um pouco acima da companhia. Detalhe: nas buscas de hotel em Jurerê apareceu um imóvel da própria Seazone, porque a TBO pega os anúncios das OTAs.
05
Suporte: grupos de WhatsApp
Cada empresa cliente ganha um grupo de WhatsApp próprio, com pelo menos 5 pessoas da Flylift dentro, disponíveis todo dia e em qualquer horário (segundo eles).
O que resolvem no grupo
→
Cancelamento, remarcação e alteração de voo
→
Marcação de assento e bagagem
→
Cotação e emissão "offline"Basta mandar o nome do viajante, que já está cadastrado, e eles emitem sem ninguém precisar entrar na plataforma (útil quando a pessoa só tem o celular na mão).
Tempo de resposta mostrado
ClienteMensagem às 07:17resposta 07:20 · 3 min
ClientePedido de cotação às 08:36resposta 08:36 · mesmo minuto
ClientePedido de emissão às 08:53resposta 08:54 · 1 min
Prometem retorno em até 3 minutos, sem exceção. Os exemplos são de grupos de clientes reais, como uma empresa de Maringá.
06
O que a plataforma oferece para a gestão
→
DashboardGasto e economia por modal e por período (7, 90 dias, ano).
→
Pedidos e vouchersHistórico de tudo que foi comprado, de qualquer modal.
→
Cadastro de viajantesOs dados ficam salvos e agilizam as próximas emissões.
→
Centro de custo, setor e equipePara saber no fim do mês qual área gastou mais.
→
Solicitação e alçadas de aprovaçãoO colaborador pede e o gestor aprova ou recusa. Dá para exigir aprovação extra quando o pedido sai da política.
→
Política de viagemAntecedência mínima, teto de valor, centro de custo obrigatório.
→
FinanceiroFaturas, extratos, reembolsos e bagagem adicional, tudo conferível.
Pagamento 1
Cartão corporativo
Como a Seazone faz hoje. O preço é o mesmo do Pix e do boleto.
Pagamento 2
Faturado, 2 faturas/mês
Compras do dia 1 ao 15 são pagas no dia 25. Do dia 16 ao 30, pagas no dia 10 do mês seguinte.
Segundo eles, a economia média mensal é de 23%, mas só aparece de verdade em empresas que gastam mais de R$ 20 mil/mês com viagem. Quem cota pouco pega menos "voos de oportunidade".
07
Próximos passos
1
Checar o contrato da OnflyVer se tem exclusividade. Se tiver, a conversa para aqui.
2
Levar para quem cuida de viagensGestão / suprimentos decide se faz sentido testar.
3
Conversa com a FlyliftO Matheus quer falar com quem tem os números: gasto mensal, viagens por mês e destinos mais comuns.
4
Liberar acesso e criar o grupoConfiguração da conta, cadastro de usuários e criação do grupo de suporte no WhatsApp.
5
Testar em paraleloA cada viagem, cotar na Flylift e no fornecedor atual e comparar.
6
DecidirSe compensar, segue usando. Se não, para sem custo nenhum.
Avisei ao Matheus que o retorno pode demorar, por causa do período de avaliação interna (lideranças focadas na AVD).
Perguntas em aberto
O contrato com a Onfly tem cláusula de exclusividade?
Quem é o dono das viagens corporativas na Seazone hoje?
O gasto mensal com viagens passa de R$ 20 mil? Se passar, vale pedir mais limite (com DRE e balanço).
Perder as milhas do funcionário nas viagens a trabalho é aceitável para a empresa?